Autismo será melhor diagnósticado nos EUA

25/01/2012

Médicos pesquisadores da Associação Americana de Psiquiatria estão revisando o conceito de autismo e em breve a quinta edição do Manual de Diagnóstico de Transtornos Mentais, referência nos EUA, será concluída e com algumas alterações.

Essa mudança diminuirá a quantidade de pessoas diagnosticadas com a doença, além de evitar que pacientes que não preencham o quadro de sintomas se beneficiem com serviços educacionais e sociais disponibilizados pelo Estado.

Tanto o autismo quanto a síndrome de Asperger, ambos transtornos mentais, têm apresentado muitos casos nas últimas duas décadas. A proporção chega a mostrar que a cada cem crianças, uma é classificada autista. Os médicos e pesquisadores afirmam que esse resultado é devido à falta de precisão nos critérios existentes do autismo hoje.

As duas doenças somam aproximadamente um milhão de crianças e adultos. A síndrome de Asperger tem características parecidas com o autismo, como a não socialização. Com a alteração do Manual, a síndrome de Asperger é eliminada da psiquiatria, passando a consolidar a categoria de “transtorno do espectro do autismo”.

O médico Fred R. Volkmar, da Universidade de Yale, diretor do Centro de Estudos da Criança da Faculdade de Medicina e coautor dos estudos relacionados ao distúrbio, diz que o novo manual será a resposta para o diagnóstico correto e eficaz do autismo.

Uma pessoa pode ser classificada autista quando preenche seis ou mais qualificações de uma lista de 12 comportamentos, conforme o manual atual. Na alteração, essa pessoa teria que apresentar três déficits de interação social e de comunicação e no mínimo mais duas condutas repetitivas. É preciso, contudo, acompanhar essa nova classificação e o impacto que isso acarretará para não complicar o acesso aos serviços de saúde que são necessários no tratamento de distúrbios mentais.

 

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Fonte: O Globo