Cegueira é tratada com células-tronco embrionárias

26/01/2012

A pesquisa com células-tronco é muito questionada, tanto por razões éticas quanto médicas. Apesar de sua utilização ser um avanço na medicina, sabe-se que a retirada delas, de um embrião humano com poucos dias de vida, quase sempre representa a morte do mesmo.

Em um tratamento publicado na revista “Lancet”, médicos da Universidade da Califórnia e cientistas da ACT (Advanced Cell Technology), descreveram animadores resultados em duas pacientes praticamente cegas, que não sofreram qualquer efeito adverso decorrente da utilização de células-tronco, e ainda voltaram a enxergar parcialmente.

O diretor do Projeto para Curar Cegueira de Londres, Peter Coffey, diz que finalmente o resultado de pesquisas com essas células embrionárias começa a ser visto.

Cientistas afirmam que a utilização delas deve ser cautelosa, por que podem formar TERATOMAS (quando as células-tronco se propagam abundantemente e causam um tipo de tumor). Outra preocupação é que o sistema imunológico dos pacientes rejeite o transplante com as células desses embriões humanos.

A ACT, que trabalhou no caso da cegueira, diz que não houve reação imunológica no olho das pacientes. Foram injetadas células epiteliais - retiradas de um embrião humano com dias de idade - na retina do olho de cada paciente. Com a aplicação, os pesquisadores acreditam que os cones e bastonetes do olho rejuvenesçam, fazendo com que elas voltem a enxergar.

O principal objetivo da pesquisa foi encontrado: definir que as células-tronco não causariam nenhum dano, nem inflamação nos pacientes, apontando assim que o sistema imunológico não atacou as células injetadas.

Fonte: O Globo