Farmácias de manipulação cumprem exigências da Anvisa
As farmácias de manipulação, ao todo 7 mil no Brasil, são rigorosamente fiscalizadas pela Anvisa. Para que comecem a funcionar elas precisam cumprir pelo menos 200 exigências da Agência e do órgão de fiscalização do município a ser instalada.
Porém, um incidente ocorrido em Minas Gerais, com a morte de dez pessoas, em dezembro de 2011, vítimas da manipulação errada de uma medicação, deixou as farmácias de manipulação sem credibilidade.
A farmacêutica Rejane Gue Hoffmann, que faz parte da comissão de farmácias de manipulação do CRF-PR afirma que “houve um descumprimento da legislação que regula o setor, pois as farmácias de manipulação não podem produzir medicamentos em lote, sem uma prescrição individualizada. É proibido deixar medicamentos prontos para serem revendidos”. Tânia Valéria Pirolo Assad, também farmacêutica, diz que no exercício da profissão não podem existir erros dessa natureza, e acrescenta a importância das farmácias terem pesagens monitoradas e informatizadas das substâncias, evitando assim a troca de medicamentos. Outra exigência da Anvisa é o rastreamento do processo de fabricação dos medicamentos, assim nem os profissionais nem os clientes ficam vulneráveis.
No Paraná, o Conselho Regional de Farmácia (CRF-PR) tem 409 farmácias de manipulação registradas, sendo que 108 estão localizadas na capital. A Anvisa aconselha que os estabelecimentos exponham os documentos fornecidos por ela, pelo CRF e pela vigilância sanitária a fim de possibilitar que o cliente tenha confiança de que o local é de credibilidade. Dagmar Terezinha Kessle, presidente da regional paranaense da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais explica: “o certificado de regularidade perante o Conselho Regional mostra o horário de funcionamento da farmácia e diz quem é seu responsável técnico; a licença sanitária municipal e a autorização de funcionamento liberada pela Anvisa são documentos renovados anualmente”. O responsável técnico de uma farmácia de manipulação é quem responde legalmente por tudo que é produzido no estabelecimento, tenha sido ele ou não responsável pela manipulação da medicação.
Fontes: Gazeta do Povo, O Globo