Novos medicamentos e a ética profissional

Atualmente diversas pesquisas estão sendo realizadas para descoberta de novos medicamentos destinados ao aprimoramento do tratamento de doenças.
No Brasil existe o Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (REBEC), um sistema de livre acesso para apontamento de estudos experimentais e não experimentais realizados em seres humanos. Segundo o coordenador do REBEC, Josué Languardia “o registro dá transparência à pesquisa. Qualquer pessoa tem informações sobre o estudo”. Atualmente existem 79 pesquisas registradas no banco.
Novos medicamentos
Mas, para aprovar um novo medicamento, é necessário que os pesquisadores não faltem com a ética profissional, pois, é a partir das conclusões de estudos, que os médicos indicam os remédios para tratar seus pacientes.
Com isso, o British Medical Journal analisou a omissão de dados importantes que podiam alterar conclusões da pesquisa. Foram revisados 41 estudos sobre novas drogas, incluindo todas as informações aferidas durante o início dos testes. Surpreendentemente, em 93% dos casos a revisão apontou um resultado diferente do constatado na primeira versão.
O médico reumatologista Marcelo Schafranski afirma que "mesmo subconscientemente, o pesquisador pode ser induzido a encontrar resultados que estejam de acordo com suas expectativas”, ou seja, há uma tendência dos cientistas de apresentarem apenas as informações que sustentem suas teorias.
O periódico acrescentou que os médicos confiam que o sistema regulatório aplicado sobre os estudos em seres humanos “garante que as descobertas sejam relevantes e confiáveis. É um choque ver que isso está longe da realidade”, o resultado certamente, depende da ética de cada pesquisador.
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Fonte: Folha de S. Paulo