Plano prevê redução da hanseníase até 2015

16/02/2012

A hanseníase é uma doença infecciosa que atinge pele e nervos dos braços, mãos, pernas, pés e cabeça. Os primeiros sintomas dessa patologia podem aparecer de dois a cinco anos após a contaminação. Os sinais de alerta são manchas brancas, avermelhadas, amarronzadas e com sensação de formigamento. Outra característica é a redução da sensibilidade ao calor, frio e ao toque.
 
Apesar da diminuição de casos nos últimos anos no Brasil, em 2011 foram detectados 30.298 novos diagnósticos, que representa uma relação de 15,88 casos por 100 mil habitantes. Em 2010, foram confirmados 34.894 diagnósticos, ou seja, 18,22 por 100 mil habitantes.
 
Como meta do Plano de Eliminação da Hanseníase, elaborado em 2011, a previsão é que exista apenas um caso para cada 10 mil habitantes até 2015. Para que isso seja possível, o Governo pretende reforçar as ações de vigilância em saúde e atenção aos pacientes através da distribuição de recursos adicionais, beneficiando 245 municípios.
 
O compromisso de reduzir a hanseníase deve ser feito pelas Secretarias Municipais de Saúde com o planejamento e implantação de ações como busca ativa de casos novos, tratamento e acompanhamento de portadores da doença, prevenção de incapacidades e reabilitação e vigilância dos contatos no domicílio dos pacientes.
 
Apesar do decréscimo de casos, o Brasil ainda é o segundo colocado no ranking mundial de incidência da doença, sendo a Índia ocupante do primeiro lugar.
 
Segundo Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde, a atual meta já possui 15 anos de atraso, pois o acordo inicial era que esse indicador fosse alcançado no ano 2000. Ainda assim, Jarbas afirma que alguns Estados não irão conseguir reduzir o índice de novos casos até 2015.
 
O Ministério enfatiza que a hanseníase tem tratamento e cura, oferecido gratuitamente pelo SUS e dura cerca de 1 ano. Além dos medicamentos, é essencial a atuação dos profissionais de saúde no acompanhamento dos indivíduos, pois apesar do alto índice de cura, o número de evasão ao tratamento ainda é muito frequente.