Transplante multiviceral é autorizado no Brasil
O Ministério da Saúde regulariza a política Nacional de Transplantes de órgãos e tecidos, fundamentado nas Leis n° 9434/1997 e n° 10.211/2011, que defendem a gratuidade da doação, o benefício do transplantado e o não prejuízo dos doadores vivos. Além dessas diretrizes, há ainda garantias e direitos aprovados aos pacientes que apresentarem necessidade de um transplante, e ainda, a regularidade da rede assistencial. Todo o funcionamento do SUS, além disso, está embasado sob as Leis n° 8.080/1990 e n° 8.142/1990.
Essa semana o Ministério da Saúde autorizou dois hospitais de São Paulo a realizar o primeiro transplante multiviceral. O Albert Einstein e o Hospital das Clínicas realizarão a cirurgia de até oito órgãos em apenas uma operação.
Dependendo do alcance da doença, é possível transplantar intestinos, estômago, fígado, pâncreas e também rins e baço, diz Rodrigo Vianna, cirurgião brasileiro, que dirige o centro de transplantes de Indianópolis, nos EUA, referência na realização de transplante múltiplo no mundo.
"A preocupação é que a cirurgia não interfira na fila de espera de outros transplantes." diz Rodrigo Vianna.
As taxas de rejeição para uma cirurgia de alta complexidade, como essa, são de 20% a 30% no primeiro ano, sendo que 90% dos pacientes se recuperam gradativamente.
No Brasil a projeção é que aproximadamente 400 pacientes precisem desse tipo de procedimento. Conforme dados do Ministério da Saúde, pelo menos cinco pessoas que realizaram a cirurgia no exterior – por falta de opção – pediram reembolso das despesas ao governo e planos de saúde, através de ação judicial.
As equipes responsáveis pela cirurgia foram treinadas em hospitais americanos e ingleses, sendo que para reforçá-la, foi chamado o médico brasileiro do centro de transplante multiviceral de Pittsburgh (EUA), Rui Jorge Cruz Júnior.
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Fontes: Folha de S.Paulo, Portal da Saúde