Vacina contra dengue não dispensa profilaxia

Atualmente, a única forma de prevenção da Dengue é o combate ao próprio mosquito, mas países latino-americanos e asiáticos estão participando de testes de vacinas com pessoas que moram nas áreas onde a incidência da doença é maior.
No Mato Grosso do Sul, o teste coordenado pelo médico infectologista Ricardo Venâncio, está sendo aplicado em crianças e adolescentes de 9 a 16 anos, ele comenta que "pelo que esperamos a dengue não será problema para o Brasil na Copa do Mundo de 2014".
Já a especialista da Vigilância em Saúde do Rio de Janeiro, Hellen Miyamoto, afirma que somente em cinco ou seis anos a população do estado poderá contar com uma vacina contra a dengue.
Segundo o jornal eletrônico Correio do Estado, a vacina estará disponível para o Ministério da Saúde no último trimestre de 2013 ou no máximo no começo de 2014, para que dessa forma, possa ser vendida ou fornecida para a população.
Em audiência pública na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Hellen explicou que os testes feitos recentemente na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio, e no Instituto Butantan, em São Paulo, apontaram que a vacina oferece pouco tempo de imunização contra o Aedes Aegypti – em torno de três meses.
Segundo Ricardo Venâncio, essa é a última fase de testes antes da comercialização. "Até agora os resultados preliminares mostram eficácia de 80 a 90%, desenvolvendo anticorpos adequados contra os quatro tipos de vírus".
De acordo com a Secretaria de Saúde do Mato Grosso, existem 15 mil casos de dengue confirmados no estado. De janeiro a outubro de 2011 o Rio de Janeiro confirmou mais de 160 mil casos da doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 e 100 milhões de pessoas se infectem anualmente no mundo. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em consequência da dengue.
Mas mesmo com a possibilidade de vacinas, a população ainda deve permanecer atenta contra os focos, o ambiente doméstico concentra 80% deles. O combate à dengue pelo Brasil não ocorre por acaso, já que no país a doença é endêmica.