Esquistossomose e o combate da doença por novos remédios

03/08/2012

Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) está direcionando os cientistas nas pesquisas sobre a esquistossomose, contribuindo para que, no futuro, haja a criação de novos medicamentos que combatam a doença.
 
O estudo consiste em entender a atividade de uma proteína encontrada no Schistosoma mansoni, parasita causador da doença. O parasita deposita cerca de 300 ovos por dia, caracterizando uma intensa ação celular, a partir dessa constatação os cientistas buscam fármacos que tenham funções distintas, não só de combate ao parasita, mas também de controle da produção de moléculas de energia, dessa maneira, impedindo a postura de ovos. 
 
Com o combate dos parasitas e dos ovos, a incidência e reincidência da doença seria menor e consequentemente sua contaminação dimunuiria.
 
A bióloga Juliana Roberta Torini de Souza, responsável pelo estudo, afirma que "Para ter capacidade energética para essa postura tão alta, ele precisa obviamente sintetizar DNA, para os ovos, e moléculas energéticas, já que a atividade metabólica é muito alta".
 
Para o orientador do estudo, Humberto D' Muniz, é necessário que exista essa diferença entre as enzimas do hospedeiro e do parasita para que ao ingerir a medicação não haja reações adversas ou que prejudiquem o paciente.
 
Os resultados das pesquisas apontam para um caminho interessante nos estudos sobre a esquistossomose e as enzimas do Schistosoma mansoni, mas, segundo os pesquisadores não deve ser considerado como ponto final nos estudos, há muito a se descobrir sobre o funcionamento das 18 enzimas do parasita.
 
 
Fonte: iSaúde